domingo, 22 de fevereiro de 2015

REFLEXÃO: 1º domingo de Quaresma - ano B - 22-02-2015

  No Deserto


Estamos no início da QUARESMA.
Quaresma é o grande retiro espiritual dos cristãos
em preparação da festa da Páscoa.
É o coração do ano litúrgico e o cume da fé cristã.
Na Igreja Primitiva, na Quaresma fazia-se a preparação próxima do Batismo.

As Leituras nos introduzem no caminho da renovação do Batismo
e nos chamam à conversão.


A 1a Leitura  evoca o Dilúvio, o 1° BATISMO
pelo qual todo o Universo teve de passar
para que surgisse uma nova criação. (Gn 9,8-15)

Começamos a ler a Historia da salvação a partir do episódio do Dilúvio,
quando Deus salvou o justo Noé e sua família e
fez a primeira Aliança com a humanidade.

Através do dilúvio, Deus purificou a humanidade corrompida. 
O Dilúvio foi o grande batismo de todo o Universo,
que renasceu das águas para estabelecer uma nova Aliança.
E o arco-íris deixado por Deus no céu foi o sinal dessa Aliança,
desse abraço entre o céu e a terra, entre Deus e os homens.

A 2a Leitura, nos lembra que as águas purificadoras do Dilúvio
são imagem das águas purificadoras do Batismo. (1Pd 3,18-22)

* Pedro interpreta a figura de Noé e do Dilúvio em chave batismal.
   É uma antiga catequese Batismal da Igreja primitiva.

O Evangelho resume as palavras iniciais do ministério de Jesus:
"O Reino está próximo. Convertei-vos e crede no evangelho". (Mc 1,12-15)

O episódio das TENTAÇÕES de Jesus no DESERTO,
mais do que uma narrativa histórica, trata-se de uma Catequese. 
- "O deserto", para os judeus, é o lugar privilegiado do encontro com Deus.
Foi no deserto que o Povo experimentou o amor e a solicitude de Deus
e foi no deserto que Deus propôs a Israel uma Aliança.
Foi também no deserto, que Israel se revoltou contra Deus...
- Para Jesus o "deserto" é o "lugar" do encontro com Deus
e do discernimento dos seus projetos. E é o "lugar" da prova,
da tentação de abandonar Deus e de seguir outros caminhos.
- "Quarenta dias" é um número simbólico, que lembra o tempo
da caminhada do Povo no deserto e a experiência de Moisés e de Elias.
- "Satanás" representa os que se opõem ao estabelecimento do seu Reino.
- "As tentações": Marcos não especifica as tentações,
mas elas simbolizam as provações que Jesus enfrentou ao longo
de toda a sua vida para se manter fiel à missão confiada por Deus.
Elas resumem também as tentações de todos nós...
A vida de Jesus será uma luta constante de superação
até a vitória definitiva na cruz, através da Ressurreição.
Da sua opção, vai surgir um mundo de paz e de harmonia.
Jesus aparece como o novo Adão, que vence o tentador.
Vencendo a tentação, Jesus inaugura a Aliança definitiva,
mais importante que a de Noé.

Após ser Batizado e ter superado as Tentações no DESERTO,
Jesus inicia o seu trabalho apostólico, proclamando:
 "O Reino já chegou... Convertei-vos e crede no evangelho".
As mesmas palavras, que ouvimos quarta feira passada ao receber as cinzas
e que são um resumo do espírito da Quaresma, que estamos iniciando.

* QUARESMA é DILÚVIO e DESERTO.

- É Dilúvio que arranca o pecado e leva a construir a área de Salvação
  e é Sinal de que Deus está em Paz conosco.
- É Deserto pela espiritualidade do despojamento, que nos propõe.

* QUARESMA é CONVERTER-SE e CRER:

- "Converter-se" é mais do que fazer penitências ou privações momentâneas.
   É fazer com que Deus seja o centro de nossa existência e
   ocupe sempre o primeiro lugar.
   É aceitar e cumprir a Aliança feita nas águas do batismo.
   É acolher e viver os valores do Reino


- "Crer" não é apenas aceitar um conjunto de verdades intelectuais.
   É aderir à pessoa de Cristo, escutar a sua proposta,
   acolhê-la no coração e fazer dela o guia de nossa vida.

A nossa Quaresma:
A Liturgia de hoje nos conscientiza da fidelidade de Deus
e da necessidade de morrer ao homem velho
para ressuscitar com Cristo a uma vida nova.
Sinal eficaz desse passo é o Batismo;
o caminho é a conversão até a Páscoa.

Gesto concreto:

O que pretendo fazer nesse tempo sagrado da Quaresma?
Planejei gestos concretos:
 - Quais são os momentos especiais de Oração... de Deserto?
 - Qual a minha Penitência quaresmal, proveitosa para mim e agradável a Deus?
 - Quais os atos de Caridade que pretendo realizar?
 - A quem eu poderia dizer: "Eu vim para servir?"

Esse é o caminho para que a Páscoa aconteça dentro de cada um de nós...

                                               Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa - 22.02.2015

Fonte: www.buscandonovasaguas.com

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Para béns para mim e para nós.

Nosso aniversário

Liturgia diária: 19 de fevereiro de 2015

Quinta-feira, 19 de Fevereiro de 2015.
Santo do dia: Beato Álvaro de Córdoba, presbítero
Cor litúrgica: roxo
Evangelho de hoje: São Lucas 9, 22-25
Primeira leitura: Deuteronômio 30, 15-20
Leitura do livro do Deuteronômio:
Moisés falou ao povo dizendo: 15“Vê que eu hoje te proponho a vida e a felicidade, a morte e a desgraça. 16Se obedecerdes aos preceitos do Senhor teu Deus, que eu hoje te ordeno, amando ao Senhor teu Deus, seguindo seus caminhos e guardando seus mandamentos, suas leis e seus decretos, viverás e te multiplicarás, e o Senhor teu Deus te abençoará na terra em que vais entrar, para possuí-la. 17Se, porém, o teu coração se desviar e não quiseres escutar, e se, deixando-te levar pelo erro, adorares deuses estranhos e os servires, 18eu vos anuncio hoje que certamente perecereis. Não vivereis muito tempo na terra onde ides entrar, depois de atravessar o Jordão, para ocupá-la. 19Tomo hoje o céu e a terra como testemunhas contra vós, de que vos propus a vida e a morte, a bênção e a maldição. Escolhe, pois, a vida, para que vivas, tu e teus descendentes, 20amando ao Senhor teu Deus, obedecendo à sua voz e apegando-te a ele — pois ele é a tua vida e prolonga os teus dias —, a fim de que habites na terra que o Senhor jurou dar aos teus pais Abraão, Isaac e Jacó”.

- Palavra do Senhor
- Graças a Deus
Salmo 1
— Feliz é todo aquele que não anda conforme os conselhos dos perversos; que não entra no caminho dos malvados, nem junto aos zombadores vai sentar-se; mas encontra seu prazer na lei de Deus e a medita, dia e noite, sem cessar.
R: É feliz quem a Deus se confia!
— Eis que ele é semelhante a uma árvore, que à beira da torrente está plantada; ela sempre dá seus frutos a seu tempo, e jamais as suas folhas vão murchar. Eis que tudo o que ele faz vai prosperar.
R: É feliz quem a Deus se confia!
— Mas bem outra é a sorte dos perversos. Ao contrário, são iguais à palha seca espalhada e dispersada pelo vento. Pois Deus vigia o caminho dos eleitos, mas a estrada dos malvados leva à morte.
R: É feliz quem a Deus se confia!
Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 9, 22-25
- Glória a vós, Senhor Jesus, primogênito dentre os mortos!
- Convertei-vos, nos diz o Senhor, está próximo o reino de Deus! (Mt 4, 17)
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas:
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 22“O Filho do Homem deve sofrer muito, ser rejeitado pelos anciãos, pelos sumos sacerdotes e doutores da Lei, deve ser morto e ressuscitar no terceiro dia”. 23Depois Jesus disse a todos: “Se alguém me quer seguir, renuncie a si mesmo, tome sua cruz cada dia e siga-me.24Pois quem quiser salvar a sua vida, vai perdê-la; e quem perder a sua vida por causa de mim, esse a salvará. 25Com efeito, de que adianta a um homem ganhar o mundo inteiro, se se perde e se destrói a si mesmo?”
— Palavra da Salvação
— Glória a vós, Senhor
Comentário do dia por Imitação de Cristo
Tratado espiritual do século XV, Livraria Moraes, 1959
Livro II, capítulo 12 (rev.)

«Se alguém quer vir após Mim, [...] tome a sua cruz, dia após dia, e siga-Me.»
A muitos parece dura esta palavra : «Renega-te a ti próprio, toma a tua cruz e segue Jesus.» […] Porque temes levar a cruz, pela qual se vai ao Reino? Na cruz está a salvação; na cruz, a vida; na cruz, a protecção dos inimigos; na cruz se derrama toda a suavidade do alto; na cruz, a força do espírito; na cruz, a alegria da alma; na cruz, a suprema virtude; na cruz, a perfeição da santidade. Não há salvação da alma nem esperança da vida eterna senão na cruz. Pega, pois, na tua cruz e segue-O: caminharás para a vida eterna. […] Se morreres com Ele, também com Ele viverás (cf Rom 6,8). E, se fores seu companheiro no sofrimento, também o serás na glória.
Eis que tudo consiste na cruz […]; não há outro caminho para a vida e para a verdadeira paz interior. […] Anda por onde quiseres, procura o que desejares, não encontrarás mais elevado caminho no alto, nem mais seguro cá em baixo, do que o caminho da santa cruz.
Dispõe e ordena tudo segundo o que queres e vês; não encontrarás nada onde não haja que sofrer, voluntária ou necessariamente, e assim sempre encontrarás a cruz. Ou sofrerás dores no corpo, ou encontrarás tribulações na alma. Umas vezes serás abandonado por Deus, outras serás afligido pelo próximo e, pior ainda, muitas vezes pesar-te-ás a ti mesmo; e não poderás ser libertado ou aliviado com qualquer remédio ou consolação. […] Deus quer que aprendas a suportar o sofrimento sem consolações, que te submetas a Ele totalmente e te tornes mais humilde pela tribulação. […] E é necessário que tenhas paciência, se queres possuir a paz interior e merecer a coroa imortal.

Fonte: www.arautos.org

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Quarta-feira de CINZAS

Quarta-feira de Cinzas
O início da Quaresma é marcado por um ritual singelo, mas de grande profundidade: a imposição das cinzas como sinal da verdadeira penitência do coração.
Como já temos considerado em ocasiões anteriores, a riquíssima liturgia da Igreja nos conduz sabiamente ao longo do ano, de maneira a tirarmos a cada momento um determinado proveito espiritual. E um dos períodos em que isso acontece com maior intensidade é no Tempo da Quaresma, "momento favorável" para a conversão (cf. II Cor 6, 2).
cerimonial_Cinzas.jpg
Ao receber as cinzas, ouviremos o convite à conversão que
pode expressar-se numa fórmula dupla: "Convertei-vos e
acreditai no evangelho", ou: "Recorda-te que és
pó e em pó te hás-de tornar"
Ao longo de suas seis semanas, a graça nos convida a uma sincera mudança de coração. O jejum, a oração e a esmola são sinais sensíveis da penitência com que nos preparamos para comemorar o acontecimento central da História da Salvação: a Ressurreição do Senhor, celebrada no Domingo de Páscoa.
Um rito único e tocante
A Quaresma inicia-se na Quarta-Feira de Cinzas. As leituras da Santa Missa desse dia foram escolhidas pela Igreja de modo a impostar os fiéis na perspectiva do tempo que começa. A profecia de Joel convoca o Povo Eleito à penitência como meio de atrair para si a misericórdia do Senhor (cf. Jl 2, 12-18). Após os versículos do Miserere, salmo penitencial por excelência (Sl 50), o Apóstolo nos convida à reconciliação com Deus (cf. II Cor 5, 20; 6, 2). E, já no Evangelho, Nosso Senhor nos ensina o verdadeiro sentido da oração, o jejum e esmola (cf. Mt 6, 1-6.16-18) que durante esse período vamos realizar.
Após a Liturgia da Palavra, os fiéis participam de um rito único e tocante. Cinzas são abençoadas pelo sacerdote e cada um dos presentes aproxima-se para recebê-las em forma de cruz sobre a testa, permanecendo o resto do dia com a marca de Cristo traçada sobre suas frontes. Qual a origem e o sentido deste cerimonial? É o que veremos a seguir.
As cinzas como sinal de penitência
Eloquente imagem da fragilidade humana e da futilidade dos bens deste mundo, as cinzas foram desde os mais antigos tempos sinal de luto e de dor, inclusive fora do âmbito do povo de Israel. Para este, elas simbolizavam a humilhação ou a penitência do homem diante de Deus. As páginas da História Sagrada estão cheias de episódios em que os israelitas se servem das cinzas para reconhecer o nada da natureza humana diante dos desígnios do Altíssimo, antes de pedir o auxílio da onipotência divina.
Assim, por exemplo, quando o ímpio Amã se dispunha a eliminar os judeus do império persa, Mardoqueu cobriu-se de cinza (cf. Est 4, 1), enquanto muitos outros israelitas "se deitavam sobre o saco e a cinza" (Est 4, 3). E, convencida pelo seu tio da necessidade de se apresentar diante do Rei Assuero para implorar-lhe a revogação do decreto, Ester passou três dias em jejum e oração e "cobriu a cabeça com cinzas" (Est 14, 2) a fim de pedir o auxílio de Deus antes de se encontrar com o tirano.
Casos análogos encontram-se em abundância nas páginas do Antigo Testamento. Daniel demanda a clemência de Deus para com Israel no exílio, "em jejum, cilício e cinza" (Dn 9, 3); Jó se retrata e se arrepende "no pó e na cinza" (Jó 42, 6); o rei de Nínive, um pagão, sensibilizado pela pregação do profeta Jonas que anunciava a destruição da cidade, "sentou-se sobre cinza" (Jn 3, 6) e fez penitência junto com todos os seus súditos, obtendo de Deus a abolição da pena contra eles decretada. E assim, muitos outros.
Já no Novo Testamento, é o próprio Nosso Senhor Jesus Cristo quem indica o valor da cinza como elemento penitencial ao increpar Corozaim e Betsaida, dizendo que, "se tivessem sido feitos em Tiro e em Sidônia os milagres que foram feitos em vosso meio, há muito tempo elas se teriam arrependido sob o cilício e a cinza" (Mt 11, 21).
Desde os primeiros tempos do Cristianismo
Desde os primeiros tempos da Era da Graça, os cristãos adotaram essa forma de manifestar a contrição e a dor, segundo é atestado por inúmeros documentos.1 E com o tempo, o uso da cinza foi incorporado ao rito penitencial público mediante o qual era administrado, no início da Quaresma, o Sacramento da Reconciliação.
Em Roma, por exemplo, consta que esse rito era celebrado, já no século VII, na Quarta-Feira anterior ao primeiro domingo da Quaresma. Nos casos de faltas graves e públicas, o confessor envolvia o penitente com uma veste ordinária de saco, que cobria de cinza, para depois expulsá- lo do templo com estas palavras: "Memento homo quia pulvis es et in pulverem reverteris: age pænitentiam ut habeas vitam æternam - Lembra-te homem, que és pó e ao pó hás de voltar; faz penitência a fim de teres a vida eterna".
Logo após, o pecador partia para lugares afastados, mosteiros fora da cidade ou, em certos casos, a própria casa, onde deveria fazer penitência ao longo de toda a Quaresma, para ser readmitido na comunidade só na Quinta-Feira Santa.2
Com o passar do tempo foi crescendo o número de fiéis que se associava de forma espontânea a esses ritos de penitência, desejando, movidos pela devoção, receber as mesmas cinzas com que eram cobertos os pecadores arrependidos. E quando a progressiva suavização das formas de penitência pública e a evolução do Sacramento da Reconciliação rumo à sua forma atual fez desaparecer esta severa cerimônia disciplinar, o rito das cinzas, somado ao jejum mais rigoroso desse dia, mantiveram- se como manifestação penitencial do início da Quaresma.
Assim, já no século XI a imposição das cinzas, antigamente reservada para os pecadores públicos, tornar- se- á obrigatória para leigos e clérigos.3
A imposição das cinzas, hoje
A reforma litúrgica conciliar inseriu a cerimônia de imposição das cinzas no seio da Celebração Eucarística desse dia, embora, em caso de necessidade, possam ser administradas fora da Missa, durante uma Liturgia da Palavra.
Segundo um costume iniciado no século XII,4 a cinza imposta aos fiéis nesse dia é obtida pela combustão dos ramos abençoados no Domingo de Ramos do ano precedente. Isto ressalta ainda mais a futilidade das glórias deste mundo, voláteis como a cinza que o vento leva e efêmeras como os louvores dados ao Salvador ao entrar em Jerusalém, logo mudados em gritos de condenação.
Quando nos aproximamos do sacerdote para receber as cinzas ele traça sobre nossa testa de forma bem visível o sinal da Redenção, pois não devemos ocultar diante o mundo a nossa Fé cristã, nem devemos sentir vergonha em reconhecer nossa necessidade de conversão. E, enquanto o ministro de Deus as impõe, proclama uma destas duas frases bíblicas: "Lembra-te, homem, que és pó e ao pó hás de voltar" (cf. Gn 3, 19) ou "Convertei- vos e crede no Evangelho" (Mc 1, 15).
Cerimonial de Quarta feira de Cinzas.jpg
 Quando nos aproximamos para receber as
cinzas o sacerdote traça sobre nossa testa o
sinal da Redenção

Mons. João Scognamiglio Clá Dias, EP,
impõe as cinzas. Basílica de Nossa Senhora
do Rosário
A primeira lembra a caducidade da nossa natureza humana, tão bem simbolizada pelo pó e pela cinza, fim implacável de nossos corpos mortais. Com ela, a Liturgia eleva nossas vistas para a eternidade, fortalecendo- nos na "convicção de que nada neste mundo tem valor, a não ser o que tange a vida sobrenatural, e de que estamos aqui para entesourar valores eternos, e não aqueles que são comidos pela terra".5
A segunda realça a premente necessidade da verdadeira conversão, advertência que nos será repetida tantas vezes ao longo do período quaresmal.
Um sacramental de grande valor
A cerimônia de bênção e imposição das cinzas não deve ser vista apenas como uma bela manifestação de fé que deita suas raízes em antigos tempos. Muito além do seu valor simbólico e histórico, ela é um sacramental por cujo intermédio a Santa Igreja intercede ante seu Divino Esposo pelos fiéis que se acolhem a esta cerimônia e implora para eles graças de penitência e conversão.
Assim, quando ao abençoar as cinzas o sacerdote pede que Deus derrame sua bênção sobre os que vão recebê-las de forma que, "prosseguindo na observância da Quaresma, possam celebrar de coração purificado o mistério pascal"6 ou possamos "pela observância da Quaresma, obter o perdão dos pecados e viver uma vida nova",7 devemos ter certeza de que, ao receber sobre nossa fronte as cinzas tornadas sagradas, Deus fortalecerá com sua graça os nossos bons propósitos para esse período de penitência.
Com as cinzas, símbolo da morte, ao longo da caminhada quaresmal, morreremos ao pecado com Cristo, e, limpos de nossas faltas, ressuscitaremos com Ele, fortalecidos para a vida nova da graça, tão bem simbolizada pelas águas regeneradoras com as quais seremos aspergidos na Vigília Pascal.
Aproveitemos mais este poderoso auxílio que Deus coloca ao nosso alcance e não tenhamos medo de fazer propósitos ousados que nos levem a uma efetiva mudança de vida. Quanto nos deveríamos sentir estimulados, diante desta convicção, a fazer um cuidadoso exame de consciência com vistas a uma boa Confissão! Estando a Santa Igreja rezando por nós, não nos faltará o auxílio necessário para chegar ao glorioso dia da Ressurreição do Senhor com uma alma inteiramente limpa e renovada. (Revista Arautos do Evangelho, Fevereiro/2013, n. 134, p. 18 - 21)
fONTE: WWW.ARAUTOS.ORG

Lturgua diária: 18 de fevereiro de 2015

Quarta-feira, 18 de Fevereiro de 2015.
Santo do dia: Quarta-feira de CINZAS; Santa Gertrudes Comensoli, virgem
Cor litúrgica: roxo
Primeira leitura: Joel 2, 12-18
Leitura da profecia de Joel:
12“Agora, diz o Senhor, voltai para mim com todo o vosso coração, com jejuns, lágrimas e gemidos; 13rasgai o coração, e não as vestes; e voltai para o Senhor, vosso Deus; ele é benigno e compassivo, paciente e cheio de misericórdia, inclinado a perdoar o castigo”. 14Quem sabe, se ele se volta para vós e vos perdoa, e deixa atrás de si a bênção, oblação e libação para o Senhor, vosso Deus? 15Tocai trombeta em Sião, prescrevei o jejum sagrado, convocai a assembleia; 16congregai o povo, realizai cerimônias de culto, reuni anciãos, ajuntai crianças e lactentes; deixe o esposo seu aposento, e a esposa, seu leito. 17Chorem, postos entre o vestíbulo e o altar, os ministros sagrados do Senhor, e digam: “Perdoa, Senhor, a teu povo, e não deixes que esta tua herança sofra infâmia e que as nações a dominem”. Por que se haveria de dizer entre os povos: “Onde está o Deus deles?” 18Então o Senhor encheu-se de zelo por sua terra e perdoou ao seu povo.

- Palavra do Senhor
- Graças a Deus
Salmo 50 (51)
— Tende piedade, ó meu Deus, misericórdia! Na imensidão do vosso amor, purificai-me! Lavai-me todo inteiro do pecado e apagai completamente a minha culpa!

R: Misericórdia, ó Senhor, pois pecamos.

— Eu reconheço toda a minha iniquidade, o meu pecado está sempre à minha frente. Foi contra vós, só contra vós, que eu pequei, pratiquei o que é mau aos vossos olhos!

R: Misericórdia, ó Senhor, pois pecamos.

— Criai em mim um coração que seja puro, dai-me de novo um espírito decidido. Ó Senhor, não me afasteis de vossa face, nem retireis de mim o vosso Santo Espírito!

R: Misericórdia, ó Senhor, pois pecamos.

— Dai-me de novo a alegria de ser salvo e confirmai-me com espírito generoso! Abri meus lábios, ó Senhor, para cantar, e minha boca anunciará vosso louvor!

R: Misericórdia, ó Senhor, pois pecamos. 
Segunda leitura: Coríntios 5, 20-6, 2
Leitura da segunda carta de São Paulo aos Coríntios:
Irmãos: 20Somos embaixadores de Cristo, e é Deus mesmo que exorta através de nós. Em nome de Cristo, nós vos suplicamos: deixai-vos reconciliar com Deus. 21Aquele que não cometeu nenhum pecado, Deus o fez pecado por nós, para que nele nós nos tornemos justiça de Deus. 6,1Como colaboradores de Cristo, nós vos exortamos a não receberdes em vão a graça de Deus, 2pois ele diz: “No momento favorável, eu te ouvi e, no dia da salvação, eu te socorri”. É agora o momento favorável, é agora o dia da salvação.

- Palavra do Senhor
- Graças a Deus
Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 6, 1-6.16-18
- Jesus Cristo, sois bendito, sois o ungido de Deus Pai!
- Oxalá ouvísseis hoje a sua voz: Não fecheis os corações como em Meriba (Sl 94, 8)
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus:
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 1“Ficai atentos para não praticar a vossa justiça na frente dos homens, só para serdes vistos por eles. Caso contrário, não recebereis a recompensa do vosso Pai que está nos céus. 2Por isso, quando deres esmola, não toques a trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem elogiados pelos homens. Em verdade vos digo: eles já receberam a sua recompensa. 3Ao contrário, quando deres esmola, que a tua mão esquerda não saiba o que faz a tua mão direita, 4de modo que a tua esmola fique oculta. E o teu Pai, que vê o que está oculto, te dará a recompensa. 5Quando orardes, não sejais como os hipócritas, que gostam de rezar em pé, nas sinagogas e nas esquinas das praças, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo: eles já receberam a sua recompensa. 6Ao contrário, quando orares, entra no teu quarto, fecha a porta, e reza ao teu Pai que está oculto. E o teu Pai, que vê o que está escondido, te dará a recompensa. 16Quando jejuardes, não fiqueis com o rosto triste como os hipócritas. Eles desfiguram o rosto, para que os homens vejam que estão jejuando. Em verdade vos digo: eles já receberam a sua recompensa. 17Tu, porém, quando jejuares, perfuma a cabeça e lava o rosto, 18para que os homens não vejam que estás jejuando, mas somente teu Pai, que está oculto. E o teu Pai, que vê o que está escondido, te dará a recompensa”.

— Palavra da Salvação
— Glória a vós, Senhor
Comentário do dia por São João Paulo II (1920-2005), Papa
Audiência geral de 16/02/1983

«Convertei-vos a Mim com todo o vosso coração» (Jl 2,12)
Este tempo forte do ano litúrgico é assinalado pela mensagem bíblica que se pode resumir numa só palavra […]: «Convertei-vos.» […] A sugestiva cerimónia das cinzas eleva a nossa mente para a realidade eterna que nunca passa, para Deus, que é princípio e fim, alfa e ómega da nossa existência (Ap 21,6). De facto, a conversão não é mais do que um regresso a Deus, avaliando as realidades terrenas à luz indefectível da sua verdade. É uma consideração que nos leva a uma consciência cada vez mais clara de que estamos de passagem no meio das fadigosas vicissitudes desta terra, e nos impele e estimula a fazer todos os esforços para que o Reino de Deus se instaure dentro de nós e a sua justiça triunfe
Sinónimo de conversão é também a palavra «penitência»: a Quaresma convida-nos a praticar o espírito de penitência, não na sua acepção negativa de tristeza e de frustração, mas na de elevação do espírito, de libertação do mal, de afastamento do pecado e de todos os condicionamentos que possam dificultar o nosso caminho para a plenitude da vida. Penitência como remédio, como reparação, como mudança de mentalidade, que predispõe para a fé e para a graça, mas que pressupõe vontade, esforço e perseverança. Penitência como expressão de empenho livre e alegre no seguimento de Cristo
Fonte: www.arautos.org

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Liturgia diária: 17 de fevereiro de 2015

Terça-feira, 17 de Fevereiro de 2015.
Santo do dia: Sete Santos Fundadores dos Servitas; Beato Antônio Leszczewicz, presbítero e mártir
Cor litúrgica: verde
Primeira leitura: Gênesis 6, 5-8; 7, 1-5.10
Leitura do livro do Gênesis:
6,5O Senhor viu que havia crescido a maldade do homem na terra, e como os projetos do seu coração tendiam sempre para o mal. 6Então o Senhor arrependeu-se de ter feito o homem na terra e ficou com o coração muito magoado, 7e disse: “Vou exterminar da face da terra o homem que criei; e com ele, os animais, os répteis e até as aves do céu, pois estou arrependido de os ter feito!” 8Mas Noé encontrou graça aos olhos do Senhor. 7,1O Senhor disse a Noé: “Entra na arca com toda a tua família, pois tu és o único homem justo que vejo no meio desta geração. 2De todos os animais puros toma sete casais, machos e fêmeas, e dos animais impuros, um casal, macho e fêmea. 3Também das aves do céu tomarás sete casais, machos e fêmeas, para que suas espécies se conservem vivas sobre a face da terra. 4Pois, dentro de sete dias, farei chover sobre a terra, quarenta dias e quarenta noites, e exterminarei da superfície da terra todos os seres vivos que fiz”. 5Noé fez tudo o que o Senhor lhe havia ordenado. 10E, passados os sete dias, caíram sobre a terra as águas do dilúvio.

- Palavra do Senhor
- Graças a Deus
Salmo 28 (29)
— Filhos de Deus, tributai ao Senhor, tributai-lhe a glória e o poder! Dai-lhe a glória devida ao seu nome; adorai-o com o santo ornamento!

R: Que o Senhor abençoe, com a paz, o seu povo!

— Eis a voz do Senhor sobre as águas, sua voz sobre as águas imensas! Eis a voz do Senhor com poder! Eis a voz do Senhor majestosa.

R: Que o Senhor abençoe, com a paz, o seu povo!

— Sua voz no trovão reboando! No seu templo os fiéis bradam: “Glória!” É o Senhor que domina os dilúvios, o Senhor reinará para sempre!

R: Que o Senhor abençoe, com a paz, o seu povo!
Evangelho de Jesus Cristo segundo São Marcos 8, 14-21
- Aleluia, Aleluia, Aleluia!
- Quem me ama, realmente, guardará minha palavra e meu Pai o amará, e a ele nós viremos (Jo 14, 2)
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Marcos:
Naquele tempo, 14os discípulos tinham se esquecido de levar pães. Tinham consigo na barca apenas um pão.15Então Jesus os advertiu: “Prestai atenção e tomai cuidado com o fermento dos fariseus e com o fermento de Herodes”. 16Os discípulos diziam entre si: “É porque não temos pão”. 17Mas Jesus percebeu e perguntou-lhes: “Por que discutis sobre a falta de pão? Ainda não entendeis e nem compreendeis? Vós tendes o coração endurecido?18Tendo olhos, não vedes, e tendo ouvidos, não ouvis? Não vos lembrais 19de quando reparti cinco pães para cinco mil pessoas? Quantos cestos vós recolhestes cheios de pedaços?” Eles responderam: “Doze”. 20Jesus perguntou: E quando reparti sete pães com quatro mil pessoas, quantos cestos vós recolhestes cheios de pedaços? Eles responderam: “Sete”. 21Jesus disse: “E ainda não compreendeis?”

— Palavra da Salvação
— Glória a vós, Senhor
Comentário do dia por Santo Hilário (c. 315-367)
Bispo de Poitiers, Doutor da Igreja
A Trindade, I, 37-38

«Ainda não compreendeis? Tendes o vosso coração endurecido?»
Deus Pai todo-poderoso, é a Ti que quero consagrar a ocupação principal da minha vida. Que tudo em mim, as minhas palavras e os meus pensamentos, falem de Ti. […] Conscientes da nossa pobreza, pedimos-Te o que nos falta; utilizaremos um zelo infatigável para escrutinar as palavras dos teus profetas e dos teus apóstolos, bateremos a todas as portas que a nossa inteligência encontrar fechadas.
Mas é a Ti que cabe responder ao pedido, conceder-nos o que procuramos, abrir a porta fechada (Lc 11,9). Porque vivemos numa espécie de torpor devido ao entorpecimento da nossa natureza; a fraqueza do nosso espírito impede-nos de compreender os teus mistérios devido a uma ignorância inelutável.
Felizmente, o estudo da tua doutrina reforça a nossa percepção da verdade divina, e a obediência da fé eleva-nos acima dos pensamentos dos homens comuns. Esperamos, pois, que estimules os inícios deste empreendimento difícil, que tornes firmes os progressos da nossa diligência e que nos chames a participar no Espírito que guiou os teus profetas e os teus apóstolos. Gostaríamos de compreender as suas palavras no sentido em que eles as pronunciaram e de empregar termos exactos para transmitir fielmente tudo o que eles exprimiram. […] Concede-nos o sentido exacto das palavras, a luz da inteligência, a beleza da expressão; estabelece a nossa fé na verdade. Faz-nos dizer aquilo em que acreditamos.
Fonte: www.arautos.org

domingo, 15 de fevereiro de 2015

Dom Arlindo Furtado, Cardeal de Cabo Verde

Cardeal Dom Arlindo, após investidura pelo Papa, sábado, 14 de fevereiro, num momento de confraternização, em Roma, com convidados e visitantes caboverdeanos.
Cardeal Dom Arlindo, após investidura pelo Papa, sábado, 14 de fevereiro, num momento de confraternização, em Roma, com convidados e visitantes caboverdeanos.

Cabo Verde, já pode dizer, Habemus Cardeal, na pessoa de Dom Arlindo Furtado, nomeado, este sábado, pelo Papa Francisco, em cerimónia especial, na Cidade do Estado católico do Vaticano, em Roma, na Itália.

Efectivamente, durante cerimónias especiais, o Sumo Pontífice, Papa Francisco, investiu, oficialmente, este sábado,14 de fevereiro, os 20 novos Cardeais, 15 deles, com estatuto de eleitor, entre os quais, o até agora, Bispo de Santiago, em Cabo Verde,  Dom Arlindo Gomes Furtado.
Estes 20 cardeais, já tinham sido escolhidos pelo Papa, Francisco, no dia 5 de janeiro, deste ano, figurando entre eles, ainda, dois outros lusófonos, o moçambicano, Dom Júlio Duarte Langa, Bispo de Xai-Xai e o Patriarca de Lisboa, Manuel Clemente, mas que devido, às suas idades avançadas, não terão poder de eleitores, com o caboverdeano, Arlindo Furtado, mais novo.
No acto da investidura, que decorreu na Cidade do Estado do Vaticano, o Papa Francisco, exortou aos novos Cardeias, a "terem sentido de justiça, de caridade e solidariedade", advertindo-os ainda, para a  tentação da "inveja, do orgulho, da raiva e do rancor".
O caboverdeano, Cardeal Arlindo, disse, em entrevista, à RFI, ter entendido, a mensagem do Papa, e que é missão da Igreja Católica, "estimuar cada cidadão e cada crente, estarmos atentos, uns aos outros, e fazermos com que, a fraternidade, não seja apenas, um discurso bonito, mas que tenha um corpo, uma encarnação, na forma, de nos relacionarmos, uns com  os outros."  
Fonte e link: http://www.portugues.rfi.fr/africa/20150214-dom-arlindo-furtado-cardeal-de-cabo-verde

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Liturgia diária: 12 de fevereiro de 2015

Fonte: www.arautos.org

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Liturgia diária: 10 de fevereiro de 2015

Terça-feira, 10 de Fevereiro de 2015.
Santo do dia: Santa Escolástica, virgem
Cor litúrgica: branco

Primeira leitura: Gênesis 1.20-2, 4
Leitura do livro do Gênesis:

20Deus disse: “Fervilhem as águas de seres animados de vida e voem pássaros sobre a terra, debaixo do firmamento do céu”. 21Deus criou os grandes monstros marinhos e todos os seres vivos que nadam, em multidão, nas águas, segundo as suas espécies. E Deus viu que era bom. 22E Deus os abençoou, dizendo: “Sede fecundos e multiplicai-vos e enchei as águas do mar, e que as aves se multipliquem sobre a terra”. 23Houve uma tarde e uma manhã: quinto dia. 24Deus disse: “Produza a terra seres vivos segundo as suas espécies, animais domésticos, répteis e animais selvagens, segundo as suas espécies”. E assim se fez. 25Deus fez os animais selvagens, segundo as suas espécies, os animais domésticos segundo as suas espécies, e todos os répteis do solo segundo as suas espécies. E Deus viu que era bom. 26Deus disse: “Façamos o homem à nossa imagem e segundo a nossa semelhança para que domine sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, e sobre todos os répteis que rastejam sobre a terra”. 27E Deus criou o homem à sua imagem, à imagem de Deus ele o criou: homem e mulher os criou. 28E Deus os abençoou e lhes disse: “Sede fecundos e multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a! Dominai sobre os peixes do mar, sobre os pássaros do céu e sobre todos os animais que se movem sobre a terra”. 29E Deus disse: “Eis que vos entrego todas as plantas que dão sementes sobre a terra, e todas as árvores que produzem fruto com sua semente para vos servirem de alimento. 30E a todos os animais da terra, e a todas as aves do céu, e a tudo o que rasteja sobre a terra e que é animado de vida, eu dou todos os vegetais para alimento”. E assim se fez. 31E Deus viu tudo quanto havia feito, e eis que tudo era muito bom. Houve uma tarde e uma manhã: sexto dia. 2,1E assim foram concluídos o céu e a terra com todo o seu exército. 2No sétimo dia, Deus considerou acabada toda a obra que tinha feito; e no sétimo dia descansou de toda a obra que fizera. 3Deus abençoou o sétimo dia e o santificou, porque nesse dia descansou de toda a obra da criação. 4aEsta é a história do céu e da terra, quando foram criados.
- Palavra do Senhor
- Graças a Deus
Salmo 8
— Contemplando estes céus que plasmastes e formastes com dedos de artista; vendo a lua e estrelas brilhantes, perguntamos: “Senhor, que é o homem, para dele assim vos lembrardes e o tratardes com tanto carinho?”
R: Ó Senhor nosso Deus, como é grande vosso nome por todo o universo!
— Pouco abaixo de Deus o fizestes, coroando-o de glória e esplendor; vós lhe destes poder sobre tudo, vossas obras aos pés lhe pusestes.
R: Ó Senhor nosso Deus, como é grande vosso nome por todo o universo!
— As ovelhas, os bois, os rebanhos, todo o gado e as feras da mata; passarinhos e peixes dos mares, todo ser que se move nas águas.
R: Ó Senhor nosso Deus, como é grande vosso nome por todo o universo!
Evangelho de Jesus Cristo segundo São Marcos 7, 1-13
- Aleluia, Aleluia, Aleluia!
- Inclinai meu coração às vossas advertências e dai-me a vossa lei como um presente valioso! (Sl 118, 36.29)
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Marcos:
Naquele tempo, 1os fariseus e alguns mestres da Lei vieram de Jerusalém e se reuniram em torno de Jesus. 2Eles viam que alguns dos seus discípulos comiam o pão com as mãos impuras, isto é, sem as terem lavado. 3Com efeito, os fariseus e todos os judeus só comem depois de lavar bem as mãos, seguindo a tradição recebida dos antigos. 4Ao voltar da praça, eles não comem sem tomar banho. E seguem muitos outros costumes que receberam por tradição: a maneira certa de lavar copos, jarras e vasilhas de cobre. 5Os fariseus e os mestres da Lei perguntaram então a Jesus: “Por que os teus discípulos não seguem a tradição dos antigos, mas comem o pão sem lavar as mãos?” 6Jesus respondeu: “Bem profetizou Isaías a vosso respeito, hipócritas, como está escrito: ‘Este povo me honra com os lábios, mas seu coração está longe de mim. 7De nada adianta o culto que me prestam, pois as doutrinas que ensinam são preceitos humanos’. 8Vós abandonais o mandamento de Deus para seguir a tradição dos homens”. 9E dizia-lhes: “Vós sabeis muito bem como anular o mandamento de Deus, a fim de guardar as vossas tradições.10Com efeito, Moisés ordenou: ‘Honra teu pai e tua mãe’. E ainda: ‘Quem amaldiçoa o pai ou a mãe deve morrer’. 11Mas vós ensinais que é lícito alguém dizer a seu pai e à sua mãe: ‘O sustento que vós poderíeis receber de mim é Corban, isto é, Consagrado a Deus’. 12E essa pessoa fica dispensada de ajudar seu pai ou sua mãe. 13Assim vós esvaziais a Palavra de Deus com a tradição que vós transmitis. E vós fazeis muitas outras coisas como estas”.
— Palavra da Salvação
— Glória a vós, Senhor
Comentário do dia por São Clemente de Alexandria (150-c. 215)
Teólogo - O Pedagogo, III 89, 94, 98-99

A nova lei inscrita no coração dos homens
Temos os dez mandamentos dados por Moisés […], e tudo o que recomenda a leitura dos livros santos, nomeadamente o que Isaías nos transmitiu: «Lavai-vos, purificai-vos, tirai da frente dos meus olhos a malícia das vossas acções. Aprendei a fazer o bem, procurai o que é justo, socorrei o oprimido, fazei justiça ao órfão, defendei a viúva. Vinde agora, entendamo-nos, diz o Senhor» (Is 1,16ss). […] Mas temos também as leis do Verbo, a Palavra de Deus, aquelas palavras de encorajamento que não foram escritas em tábuas de pedra pelo dedo do Senhor (Ex 24,12), mas inscritas no coração dos homens (2Cor 3,3). […] Estas duas leis serviram ao Verbo para ensinar a humanidade, inicialmente pela boca de Moisés, em seguida pela dos apóstolos. […]
Mas também precisamos de um mestre para nos explicar estas palavras santas […]; será Ele quem nos ensinará as palavras de Deus. A escola é a nossa Igreja; o nosso único Mestre é o noivo, vontade boa de um Pai bom, sabedoria original, santidade do conhecimento. «Ele é a propiciação pelos nossos pecados», diz são João (1Jo 2,2); é Ele que nos cura o corpo e a alma, que cura o homem todo, Ele, Jesus, que é «a vítima oferecida pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo. E sabemos que O conhecemos por isto: se guardarmos os seus mandamentos» (v. 3). […] «Aquele que diz que está nele deve também andar como Ele andou» (v. 6)
Nós, que somos os discípulos desta feliz pedagogia, completemos o belo rosto da Igreja e corramos como criancinhas para esta Mãe cheia de bondade. Escutemos o Verbo de Deus; glorifiquemos a feliz disposição que nos guia através deste Mestre e nos santifica como filhos de Deus. Seremos cidadãos do céu se formos bons discípulos deste Mestre na terra e lá em cima compreenderemos tudo o que Ele nos ensinou a respeito do Pai.

Fonte: www.arautos.org

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

REFLEXÃO: IV domingo tempo comum - 8.2.2015



            
                                                           O Sofrimento


A Liturgia dominical procura sempre iluminar a nossa vida
nas mais diversas situações.
Uma situação concreta que aflige o homem
de todos os tempos é o SOFRIMENTO.

- Por que há no mundo tantas pessoas sofrendo?
   Ninguém gosta de sofrer… mas o sofrimento existe:
   injustiças, guerras, calamidades, pobreza, fome, discórdias, doenças…
- Quem é o culpado? Seriam os nossos pecados? É um castigo de Deus?
  Como explicar então os inocentes... o Cristo na cruz?
  Por que Deus permite essas coisas sem intervir?
  Por que o justo também sofre e o malvado parece estar em situação melhor?
  - Qual é o sentido do sofrimento e da dor?


As leituras bíblicas nos dão uma resposta...

Na 1ª leitura, vemos a experiência do Sofrimento de Jó (Jó 7,1-4.6-7)

Jó é um homem justo e fiel ao Senhor.
Possuía muitos bens e uma família generosa.
De repente, viu-se privado de todos os seus bens, perdeu a família e
foi atingido por uma doença grave.
Essa triste situação provoca no coração dolorido de Jó
sentimentos de amargura e de revolta contra esse Deus incompreensível.
Até os amigos insinuam ser castigo de Deus…
Jó lamenta sua condição de sofredor, mas confia em Deus,
pois tem a certeza de que só em Deus pode encontrar
esperança e o sentido para a sua existência.

* A experiência de Jó no sofrimento é um modelo para todos os que têm fé.
Mesmo amaldiçoando seu próprio nascimento, Jó não amaldiçoa Deus,
pelo contrário, reconhece e louva sua sabedoria e suas obras na criação:
o abismo de seu sofrimento pessoal não lhe fecha os olhos
para a grandeza de Deus
- Diante do sofrimento, ou descobrimos o rosto verdadeiro de Deus,
  ou fazemos dele um monstro, que nos devora e inferniza a nossa vida…
- Não nos esqueçamos: o Sofrimento pode ser uma visita de Deus…
  E quando entendermos isso, tudo fica muito diferente…
  "Não nascemos para sofrer, mas o sofrimento nos faz crescer..."

Na 2ª Leitura, a expressão "ai de mim se não evangelizar"
traduz o princípio fundamental da vida de São Paulo. (1Cor 9,16-19.22-23)

No Evangelho, vemos Jesus diante do sofrimento (Mc 1,29-39)

O texto narra uma jornada messiânica de Jesus,
no início de sua missão pública na Galiléia.
Inicialmente, mostra o Messias proclamando o Reino de Deus.
A seguir, mostra a realidade do Reino atuando no mundo
como salvação e libertação, nas palavras e gestos de Jesus.
Apresenta Jesus agindo diante de uma multidão de sofredores:
Ele aparece solidário à dor dos homens e atento às suas necessidades.
Com a autoridade que lhe vem do Pai e em comunhão total com o Pai,
Jesus vence o mal e a dor que escravizam o homem e
anuncia um mundo novo de liberdade e de vida plena.


- Sai da sinagoga e na casa de Pedro:
   Aproxima-se da sogra de Pedro… estende a mão… e a "levanta"…
   Ela retoma a vida normal, acolhe e serve os hóspedes...
- "Todos o procuram... Cura muitos doentes e endemoniados"…
- "De madrugada, levanta-se e vai rezar, num lugar DESERTO…":

à Com a pregação: ilumina os espíritos, revela o amor de Deus,
     leva as almas à fé, dá sentido à dor… e mostra o caminho da salvação.
à Com os milagres: cura corpos enfermos… expulsa demônios…
     Quer um mundo novo, sem qualquer forma de dor...
à Com a oração: compreende o plano de Deus e aceita a vontade do Pai…
     Só a verdadeira oração pode nos iluminar o sentido da dor…

+ O sofrimento continuará sempre sendo um mistério…
Jesus não elimina o sofrimento, mas nos ensina a carregá-lo
com amor e esperança, para que dê frutos de vida eterna…
Jesus nos garante de que Deus nunca nos abandona…
Resta-nos confiar em Deus e entregar-nos em seu amor.

Os cristãos não descobriram o caminho para evitar o sofrimento.
Sofrem como os outros e, às vezes, até mais do que os outros,
mas descobriram que a Cruz de Jesus Cristo é redentora.

Carregar a cruz sozinhos é desesperador…
Mas unidos a Cristo, todo sofrimento é salvador, inclusive o nosso…

* Qual é a nossa atitude diante dos nossos sofrimentos?
   - de aceitação... ou de revolta? (Jesus: no Getsêmani... no Pai Nosso...)
* Qual é a nossa atitude diante do sofrimento dos outros?
          - Estendemos a mão e ajudamos a se libertar?

 * No dia 11/02, celebramos o 23º Dia mundial do enfermo.
O Papa nos propõe como Lema uma frase de Jó:
"Eu era os olhos do cego e servia de pés para o coxo" (Jó 29, 15),
que devemos meditar com a sabedoria do coração.
Sabedoria do coração é servir o irmão... Sabedoria do coração é estar
com o irmão. Sabedoria do coração é sair de si ao encontro do irmão...
Sabedoria do coração é ser solidário com o irmão, sem o julgar.

Rezemos para que Deus nos dê muita luz para compreender o mistério do sofrimento e muita coragem para carregá-lo com amor. 

                                                                          Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa - 08.02.2015


Fonte: www.buscandonovasaguas.com