domingo, 29 de setembro de 2019

HOMILÉTICA DO 26º DOMINGO TEMPO COMUM - ANO C - 29.09.2019


 Lázaros de Hoje

Celebramos hoje o Dia da BÍBLIA.
E o lugar privilegiado para ler e acolher a Palavra de Deus
é a Comunidade na celebração dominical.

A Liturgia de hoje convida a ver os bens desse mundo,
como dons que Deus colocou em nossas mãos,
para que administremos, com gratuidade e amor.

Na 1ª Leitura: o Profeta AMÓS denuncia severamente
os ricos e poderosos do seu tempo,
que viviam no luxo e na fartura, explorando os pobres,
insensíveis diante da miséria e da desgraça de muitos.
O Profeta anuncia que Deus não aprova essa situação.
O castigo chegará em forma de exílio em terra estrangeira. (Am 6,11-16)

* As denúncias de Amós são ainda hoje atuais!
- Povos gastando fortunas matando gente em guerra,
  enquanto outros morrem de fome por não ter o que comer.
- Quantos vivem na abundância, enquanto muitos morrem de fome e na miséria.
- Quantos satisfazem seus caprichos, sacrificando até seus familiares...

Na 2ª Leitura, Paulo denuncia a cobiça,
"Porque o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males". (1Tm 6,10-16)

No Evangelho, temos o julgamento de Deus sobre a distribuição das riquezas.


A Parábola do homem Rico e do pobre Lázaro (Lc 16,19-31) tem três quadros:
  - A Situação de vida do Homem rico e do Pobre "Lazaro".
  - A mudança de cena para ambos após a morte...
  - Um DIÁLOGO entre o rico e Abraão,
      > Proposta: "Pai Abraão, se alguém entre os mortos
         for avisar meus irmãos, certamente vão se converter..."
     > Resposta: "Se não escutam a Moisés, nem aos profetas,
        mesmo se alguém ressuscitar dos mortos, não acreditarão..."

A morte de ambos reverte a situação:
quem vivia na riqueza está destinado aos "tormentos",
quem vivia na pobreza se encontra na paz de Deus.
É uma Catequese sobre escatologia,
antecipa o amanhã para que valorizemos o presente.
O rico não é condenado por ser rico, mas porque prescinde de Deus.
O pobre se salva porque está aberto para Deus e espera a Salvação.
A pobreza não levou Lázaro ao céu, mas a humildade,
e as riquezas não impediram o rico de entrar no seio de Abraão,
mas seu egoísmo e a pouca solidariedade com o próximo.

* Na Parábola, o pobre tem "nome", o rico não...
   Em nossa Comunidade, os pobres têm nome?

+ "Escutem Moisés e os profetas!":
    Essa advertência tem um significado todo especial no mês da BÍBLIA.
  
A expressão "Moisés e os Profetas", no tempo de Jesus, significava a Bíblia.
Por isso, Jesus queria dizer que não estamos precisando
de aparições duvidosas do além, de videntes ou prodígios milagrosos...
A BÍBLIA é a única Revelação segura que todo cristão deve acreditar...
Ela é suficiente para iluminar o nosso caminho.
Seguindo essa Luz, encontraremos, aqui na terra, a solidariedade, a fraternidade  e, na outra vida, acolhida na casa de Deus, um lugar junto de Abraão.

Essa Palavra de Deus, podemos encontrá-la:
Na Catequese... na Liturgia... na Leitura Orante da Bíblia...
nos Grupos de Reflexão, nos Cursos de formação... na Leitura pessoal...


+ Quem são os LÁZAROS hoje?
Ainda hoje quantos ricos esbanjam na fartura, enquanto pobres "Lázaros" continuam privados até das migalhas que sobram...
Creio que os vemos diariamente nas ruas e na televisão...
Escutar Moisés, os Profetas, o Evangelho
favorece o desapego e abre os olhos às necessidade dos irmãos.

O Documento de Santo Domingo afirma:
"O crescente empobrecimento a que estão submetidos
  milhões de irmãos nossos, que chega a intoleráveis extremos de miséria,
  é o mais devastador e humilhante flagelo que vive a América Latina" (179).

No Brasil: O Salário mínimo irrisório... A aposentadoria miserável...
enquanto outros recebem supersalários... e inúmeros desvios...

No Brasil, milhões de Lázaros nos indicam o caminho da salvação...
- Se nos abrirmos ou não a eles...
- Se nos colocarmos ou não a serviço de sua libertação.

+ E conclui com uma ADMOESTAÇÃO:
   "Há um abismo que nos separa... e não haverá mais volta..."
    Após a morte, a situação se torna irreversível.

+ Como superar esse abismo que nos separa?
    Abismo que não foi construído por Deus, mas pelos homens...
    abismo que começa agora... e se prolonga no além...

    A EUCARISTIA é um grande meio para vencer esse abismo,
    desde que seja sempre uma verdadeira COMUNHÃO...     
       - que inicia AGORA (na Igreja, na família, na sociedade) e
       - se prolonga por toda a ETERNIDADE junto de Deus.
                                          Antônio Geraldo Dalla Costa -29.09.2019

quarta-feira, 25 de setembro de 2019

Evangelho e reflexão do dia 25.09.2019

Evangelho e reflexão do dia 25.09.2019
Votos de uma santa quarta-feira a todos!!! 
 Meditando o Evangelho de hoje
 Dia Litúrgico: Quarta-feira da 25ª semana do Tempo Comum
 Evangelho (Lc 9,1-6): Jesus convocou os Doze e deu-lhes poder e autoridade sobre todos os demônios e para curar doenças. Ele os enviou para anunciar o Reino de Deus e curar os enfermos. E disse-lhes: «Não leveis nada pelo caminho: nem cajado, nem sacola, nem pão, nem dinheiro, nem duas túnicas. Na casa onde entrardes, permanecei ali, até partirdes daí. Quanto àqueles que não vos acolherem, ao sairdes daquela cidade, sacudi a poeira dos vossos pés, para que sirva de testemunho contra eles». Os discípulos partiram e percorriam os povoados, anunciando a Boa Nova e fazendo curas por toda parte. 
- Palavra da Salvação,
 - Glória a vos Senhor. 
 Homilia Rev. D. Jordi CASTELLET i Sala (Sant Hipòlit de Voltregà, Barcelona, Espanha)
 «Jesus convocou os Doze e deu-lhes poder e autoridade sobre todos os demônios e para curar doenças» Hoje vivemos tempos em que novas doenças mentais alcançam difusões inesperadas, como nunca tinha havido no curso da história. O ritmo de vida atual impõe estresse às pessoas, corrida para consumir e aparentar mais do que o vizinho, tudo isso acompanhado de fortes doses de individualismo, que constroem uma pessoa isolada do resto dos mortais. 
Essa solidão a que muitos se vêem obrigados por conveniências sociais, pela pressão laboral, por convenções escravizantes, faz com que muitos sucumbiam à depressão, às neuroses, às histerias, às esquizofrenias ou outros desequilíbrios que marcam profundamente o futuro daquela pessoa. «Reunindo Jesus os Doze apóstolos, deu-lhes poder e autoridade sobre todos os demônios, e para curar enfermidades» (Lc 9,1). Transtornos, esses, que podemos identificar no mesmo Evangelho como doenças mentais. 
O encontro com Cristo, pessoa completa e realizada, dá um equilíbrio e uma paz capazes de serenar os ânimos e de fazer a pessoa se reencontrar com ela mesma, dando claridade e luz em sua vida, bom para instruir e ensinar, educar os jovens e os idosos e, encaminhar as pessoas pelo caminho da vida, aquela que nunca haverá de murchar-se. Os Apóstolos «partiram, pois, e percorriam as aldeias, pregando o Evangelho e fazendo curas por toda parte» (Lc 9,6). 
Essa é também nossa missão: viver e meditar o Evangelho, a mesma palavra de Jesus, a fim de permitir que ela penetre no nosso penetrar interior. Assim, pouco a pouco, poderemos encontrar o caminho a seguir e a liberdade a realizar. Como escreveu João Paulo II, «a paz deve realizar-se na verdade (...); deve realizar-se em liberdade». Que seja o próprio Jesus Cristo, que nos chamou à fé e à felicidade eterna, quem nos encha de sua esperança e amor, Ele que nos deu uma nova vida e um futuro inesgotável.
 Deus nos abençoe a todos!!!

segunda-feira, 23 de setembro de 2019

Diga NÃO à IDEOLOGIA DO GÊNERO!


Fotos da REUNIÃO MENSAL DA APC-CV, Núcleo da Praia: 21/09/2019

REUNIÃO MENSAL DA APC-CV, Núcleo da Praia: 21/09/2019




Nossos agradecimentos à professora Delcy Sena pelas fotos:


Início das atividades letivas

São os nossos sinceros votos de Um bom inicio das aulas letivas a todos os professores católicos e a toda a comunidade educativa do país. Que o Senhor derrame as suas bênçãos sobre a cabeça de cada membro da comunidade educativa.

sexta-feira, 20 de setembro de 2019

REUNIÃO MENSAL DA APC-CV, Núcleo da Praia.

REUNIÃO MENSAL DA APC-CV, Núcleo da Praia.
Reunião da APC-CV, núcleo da Praia, amanhã, sábado, 21, no Centro Paroquial de Nossa Senhora da Graça, às 15:30.
Balanço das Férias e Plano de Atividades para o Ano Letivo/Pastoral 2019/2020.
Venha e traga um (a) colega

sexta-feira, 13 de setembro de 2019

HOMILIA DO 24º DOMINGO TEMPO COMUM - ANO C - 15.9.2019


 De Braços Abertos

A Mensagem bíblica da Liturgia de hoje nos fala
da grande MISERICÓRDIA de Deus,
que está sempre de braços abertos
para acolher os pecadores arrependidos.


A 1ª Leitura mostra a MISERICÓRDIA de Deus para com o Povo infiel.
Após ter recebido inúmeros favores de Deus na Libertação do Egito,
o Povo se afasta do caminho da Aliança e adora um bezerro de ouro.
Moisés intercede. Deus perdoa e desiste de castigar. (Ex 32,7-11.13-14)

* O BEZERRO DE OURO não pretende ser um novo deus,
mas uma "imagem" de Javé, o que era proibido,
para salvar a transcendência de Javé e
evitar os símbolos e imagens dos cultos pagãos...

Na 2ª Leitura: PAULO fala da MISERICÓRDIA de Deus para com ele:
Recorda o seu passado de perseguidor violento da Igreja.
Mas, pela graça e misericórdia de Deus, tornou-se um Apóstolo...
E hoje manifesta toda a sua alegria e gratidão
pelo que a graça e a misericórdia de Deus fez nele... (1Tm, 1,12-17)

No Evangelho: Jesus fala da MISERICÓRDIA de Deus
para com os Pecadores: (Lc 15,1-32)

- Na Introdução, os fariseus criticam Cristo
  porque "acolhe gente de má fama e come com eles..."
- Essa crítica provoca a Resposta de Jesus
  com as TRÊS PARÁBOLAS DA MISERICÓRDIA
  que ilustram a atitude misericordiosa de Deus para com os pecadores,
  - A Ovelha perdida - A Moeda perdida - O Filho pródigo (perdido)


+ Elas destacam a Alegria e a Festa, por que foi achado o que estava perdido.
   A alegria é tão grande, que precisa ser partilhada com os outros;
   Precisa festejar, tamanha é a felicidade.

+ Elas nos apresentam também Três Realidades:

1. A Existência do PECADO:

Apesar da tendência generalizada que nega qualquer forma de pecado,
devemos sustentar a existência do Pecado:
Nas leituras de hoje, encontramos vários exemplos:
- A IDOLATRIA dos judeus...
- A PERSEGUIÇÃO de Paulo
- A Atitude de INJUSTIÇA do Filho pródigo para com o Pai e
   a vida desordenada com meretrizes...
- A negativa de PERDÃO do irmão mais velho...
- O PURITANISMO dos fariseus e escribas, que murmuravam...
2. A MISERICÓRDIA de Deus:

- O Pai respeita a liberdade do filho,
  mesmo quando busca a felicidade por caminhos errados...
  Continua a amar e a esperar o seu regresso. E quando volta...
- Corre ao encontro, mesmo antes do filho pedir perdão...
- O Beijo revela o perdão, a acolhida, a alegria...
- A veste: manifesta que devolve a dignidade... uma vida nova
- O anel: simboliza o poder... é recebido "como filho", não como empregado...
- As sandálias: são próprias do homem livre, não do escravo...
- Festeja com a alegria o retorno.

* É a atitude de Deus para com os filhos afastados...
   O Filho desprezou sua dignidade de filho,
   o Pai nunca abandonou seu amor de Pai.
- Por que será que o filho mais novo quis ir embora?
  Porque desejava uma vida liberdade, longe dos olhos e controle do pai.
  ou porque o comportamento do seu irmão
  tornava a vida pesada e insuportável naquela casa?

3. A CONVERSÃO do pecador.

O Pecado existe, é uma ação humana que se opõe a Deus.
Todo pecado é uma ofensa a Deus...
Mas a misericórdia de Deus é maior do que todos os nossos pecados...

Contudo supõe uma atitude de retorno: CONVERSÃO.
Assim entenderemos a preferência de CRISTO pelos pecadores,
que humildemente reconheciam suas culpas e
procuravam sinceramente uma conversão.
E compreenderemos também as censuras de Jesus aos fariseus,
representados na Parábola pelo filho mais velho, que não aceita perdoar...

Todos nós somos pecadores... quem mais e quem menos..
A Igreja não é feita de santos, mas de pecadores perdoados...
- A Liturgia afirma: "Somos povo santo e pecador..."
- S. Paulo: "Jesus veio salvar os pecadores e eu sou o primeiro deles". (1Tm 1,15)

+ As Parábolas da misericórdia nos revelam um Deus que ama todos.
As transgressões dos filhos não anulam o Amor do Pai.
Se essa é a atitude de Deus, qual deve ser a nossa
para com aqueles que se afastaram de Deus e da Comunidade?  
A Atitude de Cristo ou a dos fariseus? Do Pai ou do Filho mais velho?
Como viver a misericórdia em nossa Vida, em nossa Família?

Renovemos a nossa fé em Deus, Pai de bondade e misericórdia,
e fiquemos de BRAÇOS ABERTOS também para nossos irmãos.

                                               Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa - 15.09.2019
Fonte: http://www.buscandonovasaguas.com/

Cinco Razões Bíblicas Para Amar MARIA

Cinco Razões Bíblicas Para Amar MARIA
1ª Razão – Como católicos temos um presente especial da parte de Jesus Cristo que quis deixar-nos sua Mãe Santíssima como nossa Mãe. O Evangelho de João nos diz sobre isso o seguinte:
“Quando Jesus viu sua mãe e perto dela o discípulo que amava, disse à sua mãe: Mulher, eis aí teu filho. Depois disse ao discípulo: Eis aí tua mãe. E dessa hora em diante o discípulo a levou para a sua casa.” (Jo 19,26-27)
Se você ler atentamente esta passagem, notará que Jesus Cristo disse ao seu discípulo: “Eis aí tua mãe.” Não é a qualquer pessoa, mas ao “discípulo” que Ele disse estas palavras. É o autêntico discípulo de Cristo quem hoje, a exemplo do Apóstolo João, aceita Maria como “Mãe”. No Evangelho de João encontramos o modelo de todo o discípulo que aceita o presente de Jesus. Na cruz, em seus últimos momentos, quando Ele sabia que estava partindo, é quando Nosso Senhor, diante de todos, deixa como testamento espiritual para todo discípulo cristão um presente especial: “Eis aí tua mãe”. Bendita sejas, Maria, Mãe da Igreja e Mãe Nossa!
Um momento depois, notamos a atitude do discípulo. João, sem vacilar, escreve o que nesse dia ele mesmo havia feito: “E dessa hora em diante o discípulo a levou para a sua casa”. Como não recordar este momento e pô-lo dentro da Boa-Nova que estava escrevendo no Evangelho? Ele mesmo o disse: “Este é o discípulo que dá testemunho de todas essas coisas, e as escreveu. E sabemos que é digno de fé o seu testemunho” (Jo 21,24).
João era o mais jovem de todos os Apóstolos e escreveu isso porque, para ele, era um motivo de alegria e júbilo que não poderia calar. Quão fácil seria para ele não escrever isso anos depois! Se ele tivesse as mesmas idéias dos evangélicos atuais, nunca teria escrito isso. Mas não! ParaJoão, ter Maria como Mãe não era motivo de vergonha, nem de retribuir favores a Jesus Cristo. Para ele, isso foi algo tão grande e tão valioso que não poderia ser esquecido no seu Evangelho.
João havia escrito: “Jesus fez ainda muitas outras coisas. Se fossem escritas uma por uma, penso que nem o mundo inteiro poderia conter os livros que se deveriam escrever” (Jo 21,25). Se, ao terminar seu Evangelho, ele claramente afirmou que muitas coisas que Jesus Cristo havia feito não as havia escrito, isso quer dizer que ele escreveu apenas o que era realmente importante. Não iria desperdiçar sua mensagem com coisas sem importância. Somente pôs aquele que merecia ser mencionado, ainda que desejasse escrever as muitas coisas que o mesmo Jesus havia feito. Pois bem, umas destas palavras tão valiosas foram: “Quando Jesus viu sua mãe e perto dela o discípulo que amava, disse à sua mãe: Mulher, eis aí teu filho. Depois disse ao discípulo: Eis aí tua mãe. E dessa hora em diante o discípulo a levou para a sua casa” (Jo 19,26-27). E é por isso que hoje, a exemplo deste dia, o verdadeiro discípulo de Cristo faz o mesmo que João, e “leva Maria para sua casa”. Benditas sejas Mãe Santa, pois podemos ter a mesma alegria de João de levar-te e ter-te em nossa casa!
Além disso, se a Bíblia ensina que devemos honrar pai e mãe (Lc 18,20), foi certamente o que fez João e nos deu como exemplo honrar Maria. Com esta atitude, João foi um bom católico.
Acho que muitos irmãos separados já ouviram o que diz o Livro do Deuteronômio: “Moisés e os anciães de Israel deram ao povo a seguinte ordem: Observareis todos os mandamentos que hoje vos prescrevo. Maldito seja aquele que despreza seu pai e sua mãe! E todo o povo dirá: Amém!” (Dt 27,1.16)
Da nossa parte, como católicos, como seus filhos, também a honramos e a amamos (Lc 18,20).
Nos agradecemos ao Apóstolo João por dar-nos o exemplo de amor à Virgem como uma Mãe Espiritual do verdadeiro discípulo de Jesus Cristo. Esta é a primeira razão bíblica pela qual nós também fazemos assim.
2ª Razão – Um anjo, enviado por Deus, diz a ela: “Ave, cheia de graça! o Senhor é contigo!”
“No sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré, a uma virgem desposada com um homem que se chamava José, da casa de Davi e o nome da virgem era Maria. Entrando, o anjo disse-lhe: Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo.” (Lc 1,26-28)
Que maravilhosa é a Palavra de Deus ao nos mostrar isso com tanta clareza. A Bíblia nos diz que o anjo é enviado por Deus para representá-lo, pois a palavra “anjo” significa “mensageiro”. E se era enviado por Deus, não poderia errar de maneira alguma, e suas palavras à Virgem Mariasão as mesmas que hoje nós a chamamos:
“Ave, Maria, cheia de graça! O Senhor é convosco. Bendita sois vós entre as mulheres!” Nas Bíblias Protestantes se diz exatamente o mesmo.
Bendito sejas, Anjo de Deus, que não teve nenhum problema em dizer estas palavras e de reconhecer a grandeza de Deus nesta Santa Mulher. Quando, hoje em dia, muitos que se dizem cristãos e que perguntam aos católicos as razões pelas quais louvamos a Virgem. Fazem isto porque não estão lendo atentamente a Bíblia ou não a querem aceitar. Bendizer a Virgem é algo que nos pôs como exemplo o Mensageiro de Deus.
Imagine o seguinte por uns segundos: se Deus tivesse enviado nesse dia um católico para dar o anúncio à Virgem, tal pessoa teria feito o mesmo que o Anjo. Saudaria Maria e a bendiria dizendo-lhe: “Bendita sois vós entre as mulheres”. Em contrapartida, se neste dia Deus tivesse enviado uma pessoa com idéias protestantes, certamente não teria feito o mesmo, sequer algo parecido. Teria dito algo como: “Olá, mulher como outra qualquer! Não se alegre, pois você necessita ser salva. Você é somente um objeto, um vaso que Deus quer usar. Tchau, mulher!” Graças a Deus, Ele não escolheu uma pessoa com estas idéias, mas escolheu um de seus mensageiros e, por ele, conhecemos a Boa-Nova que deu: “Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo”.
Esta é a segunda razão bíblica de nosso amor à Virgem, simplesmente seguimos o exemplo que nos deu o anjo enviado por Deus. Bendita sois vós entre as mulheres, Maria Santíssima!
3ª Razão – O menino João, que será o Batista, pula de alegria e, ao mesmo tempo, sua mãe Isabel fica cheia do Espírito Santo.
Que detalhes tão bonitos e tão fortes nos dão as Sagradas Escrituras ao descrever a reação de quem recebe a Virgem em sua casa:
“Ora, apenas Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança estremeceu no seu seio; e Isabel ficou cheia do Espírito Santo” (Lc 1,41).
Atualizemos esta cena: se, hoje em dia, a Virgem Maria parasse na porta da casa de uma pessoa evangélica, o que esta faria? Se permanecesse firme na suas crenças diria a seus filhos: “Crianças, continuem brincando. Quem está lá fora é uma pessoa comum, como outra qualquer. É uma mulher que não merece nenhum louvor nem honra especial, simplesmente é a ‘mãe de Jesus’, a quem a Bíblia chama de ‘mulher’.” E a mesma pessoa continuaria com seus afazeres domésticos e nada mais.
Realmente é bastante diferente o que aconteceu com Isabel e com o bebê que nem consciência ainda tinha. Esse bebê, a quem poriam o nome de João, salta de alegria, ficando cheio do Espírito Santo. Isso o anjo havia profetizado: “Porque será grande diante do Senhor e não beberá vinho nem cerveja, e desde o ventre de sua mãe será cheio do Espírito Santo” (Lc 1,15).
O que aconteceu neste dia para que Isabel e o “Maior dos Profetas” (Lc 7,28; Mt 11,9) ficassem cheios do Espírito Santo? Qual foi a razão para tão grade manifestação de Deus? Leiamos novamente a Bíblia:
“Ora, apenas Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança estremeceu no seu seio; e Isabel ficou cheia do Espírito Santo” (Lc 1,41).
Tudo ocorreu pela presença e pela saudação de Maria. Por isso, como católicos, recebemos com alegria a mesma bênção. Maria nos leva a uma vida cheia do Espírito Santo. O que aconteceu foi que “a criança estremeceu no seu seio; e Isabel ficou cheia do Espírito Santo”. Não é estranho que muitos irmãos separados não consigam descobrir o que está tão claro em todas as Bíblias do mundo?
Imagine a cena: Maria vai entrando e, apenas com sua presença, leva Isabel a se encher do Espírito Santo. O júbilo é tal em Isabel que não apenas ela se enche de Deus, mas também o bebê que leva no ventre pula de alegria. Imaginemos a alegria de João pela presença de Maria na casa de sua mãe, Isabel.
Mais expressivo não poderia ser o evangelista São Lucas ao narrar-nos o que aconteceu neste dia: alegria e presença do Espírito Santo, provocados pela visita da Santíssima Virgem Maria.
Esta é a terceira razão bíblica pela qual amamos e veneramos a Virgem. Simplesmente porque, como católicos e verdadeiros cristãos, aceitamos a Palavra de Deus assim como ela é. Por isso, igual a esse bebê, saltamos de alegria ao aceitar Mariaem nossas vidas. Pelo que também Jesus Cristo entra e derrama seu Espírito sobre nós para nos transbordar da sua presença. Não há dúvidas que o bebê João e Isabel são como o católico de hoje, que se rejubila diante da presença de Maria. Sem falar que o bebê nem nascido era…
4ª Razão – Isabel, cheia do Espírito Santo, louva e bendiz a Virgem Maria
“E Isabel ficou cheia do Espírito Santo. E exclamou em alta voz: Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre” (Lc 1,42). Não há necessidade de explicações, apenas reforcemos o fato de que foi Isabel, cheia do Espírito de Deus, a primeira quem usou as palavras que os católicos usam para louvar a Virgem.
Se hoje alguém afirma que cometemos erro bendizendo a Virgem, na realidade está criticando o mesmo Espírito Santo, pois foi Ele quem impulsionou Isabel a bendizer a Santíssima Mãe de Jesus e Mãe nossa. Igualmente, se hoje alguém pergunta: onde na Bíblia se fala em louvar a Virgem? Nós respeitaríamos, apenas sugerindo que lesse um pouco mais a Bíblia, já que isso está em Lc 1,42. E isto está na Bíblia por volta de 2000 anos. Não lhe parece estranho que, ainda hoje, há quem se diga cristãos, desconhecendo esta passagem da Sagrada Escritura?
Hoje, com alegria, com o Espírito de Deus nos impulsionando e com a Bíblia nas mãos, nós a bendizemos tal qual o fez Isabel, quando ficou cheia do Espírito Santo: “Bendita sois vós entre as mulheres e Bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus!” Se bem que nós não fazemos exatamente como fez Isabel, pois ela o fez gritando: “E exclamou em alta voz” (Lc 1,42).
Esta é a quarta razão que nos motiva, como cristãos autênticos, a louvar à Virgem, seguindo o exemplo desta mulher cheia de Deus: Santa Isabel.
5ª Razão – Santa Maria profetizou que todas as gerações a chamariam de “Bem-Aventurada”.
É isto o que nos dizem todas as Bíblias, incluindo as que usam os protestantes: “Por isto, desde agora, me proclamarão bem-aventurada todas as gerações” (Lc 1,48). Os católicos, ao louvá-la, estão assim cumprindo esta profecia bíblica. Há os que, não sendo católicos, não a cumprem. Nós respeitamos, mas respeitamos e amamos mais a Palavra de Deus. Se nas Escrituras se diz: “desde agora, me proclamarão bem-aventurada todas as gerações”, então nos perguntamos: que Igreja, no decorrer da História, tem venerado Maria? Quem, nestes 2000 anos, tem cumprido esta profecia bíblica? Os mórmons? Os testemunhas-de-jeová? Os evangélicos? Nenhum deles, pois sequer existiam; e quando surgiram, ao invés de cumprir esta profecia, puseram-se a contradizê-la.
A resposta correta sobre quem cumpre esta profecia bíblica é a Igreja Católica. Somos nós que, pela graça de Deus, sempre a chamamos de “Bem-Aventurada”, sabendo que desta maneira, estamos glorificando o nome de Deus, pois foi Ele quem chamou a Santíssima Virgem e a encheu de sua graça (Lc 1,28).
Por estas 5 razões bíblicas, amamos, bendizemos e louvamos a Santa Mãe de Deus, MariaSantíssima.